COMO O CHEIRINHO DE CARRO NOVO MEXE COM A SUA CABEÇA

Comprar um carro seminovo pode até ser um bom negócio, mas a sensação de entrar em um 0 km recém-comprado é inexplicável. A não ser para a neurociência. Segundo Vanessa Clarizia, professora e especialista em neurociência aplicada ao mercado, “a estratégia dos últimos dez anos foi apostar no marketing sensorial”, ou seja, estimular o consumidor por meio de experiências envolvendo os sentidos: visão, tato, audição, paladar e olfato. Quando se trata de carro, as montadoras podem facilmente apelar para os dois primeiros, já que design e conforto são decisivos na hora da compra. No entanto, as marcas também investem pesado no olfato. Por isso mesmo, não fique chocado ao saber que o famoso cheirinho de carro novo é uma mentira. Ou melhor, é fabricado sob medida, como um perfume.

Mas não foi sempre assim. Os carros antigos realmente tinham aquele cheiro característico ao deixar as linhas de montagem, proveniente de couro, plástico e borrachas. Com o tempo, descobriu-se que inalar esses aromas era tóxico, e os carros deixaram de ter esse “perfume de novo”. Isso até as empresas decidirem usar o cheiro para diferenciar seus produtos no mercado. Cada marca começou a produzir fragrâncias que imitavam o cheiro de novo e borrifá-las nos bancos. Assim, o consumidor ficava satisfeito com o famoso cheirinho sem ter sua saúde prejudicada.

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